* Obrigatórios
Nesta terceira edição do IHA, são apresentados os dados atualizados para 2008, bem como uma análise da evolução do Índice de Homicídios na Adolescência entre os anos de 2005 e 2008. A publicação traz ainda um estudo da evolução dos riscos relativos por gênero, raça, faixa etária e meio no mesmo período. A relevância deste trabalho consiste na possibilidade de promover um maior conhecimento do tema por parte de gestores, profissionais da rede de proteção e o público em geral, bem como contribuir para aprofundar os debates a respeito do tema da violência letal de crianças e adolescentes e incidir para a construção de políticas públicas que assegurem o direito à vida e ao desenvolvimento integral das novas gerações.
Nessa nova edição do IHA, são apresentados os dados atualizados para 2007, bem como a série histórica do índice entre os anos de 2005 e 2007. A publicação traz ainda um estudo exploratório dos fatores que estão associados a índices mais altos de homicídios contra adolescentes nos municípios de mais de 100.000 habitantes no Brasil. Entre as conclusões mais importantes, destaca-se o fato de que políticas de complementação de renda para os setores mais desfavorecidos e programas que aumentem a qualidade da educação podem ajudar a reduzir as mortes de adolescentes.
O IHA, Índice de Homicídios na Adolescência, serve para estimar o risco de mortalidade por homicídio de adolescentes que residem em um determinado território. Ele foi criado com o objetivo de exemplificar o impacto da violência letal neste grupo social de uma forma simples, sintética e que ajudasse na mobilização das pessoas para a gravidade do problema. Paralelamente, o índice pretende também contribuir para o monitoramento do fenômeno no tempo e no espaço e para as avaliações de políticas públicas nesta área, tanto locais quanto estaduais e federais. Nesta apresentação, o IHA foi calculado para todos os municípios de mais de 100.000 habitantes no Brasil em 2006.
O cálculo para municípios muito pequenos se torna prejudicado pelo fato de seus resultados serem muito instáveis e pouco confiáveis, com mudanças bruscas ano a ano; sem que isso fosse necessariamente um reflexo de mudanças na incidência real.
Esta publicação se inscreve no eixo relacionado às metodologias de intervenção. Entre julho de 2009 e junho de 2010, realizamos um levantamento de políticas locais voltadas para a prevenção da violência e a redução de homicídios em curso nas regiões de abrangência do PRVL. Nesse processo, buscamos mapear programas e projetos preventivos, desenvolvidos por secretarias estaduais e municipais, visando identificar avanços e desafi os nesse campo. Não tivemos a pretensão de realizar um levantamento exaustivo, nem de efetuar uma avaliação dos projetos pesquisados. A análise buscou traçar o perfi l das iniciativas preventivas, ressaltando elementos e estratégias que possam nortear a formulação e a qualifi cação de políticas públicas destinadas à redução da letalidade de adolescentes e jovens.