Responsável: Maria Nelma Geromel
Presente no Evento: SIM
ÓRGÃO
UEG
ENDEREÇO
Sede: BR 153, nº 3.105, bairro Fazenda Barreiro do Meio, Campus Henrique Santillo - 3º piso -Anápolis/GO - CEP 75132-903 Fone: (62) 3328-1110
WEBSITE DO ÓRGÃO
www.ueg.br
CARGO
Professora e Coordenadora Adjunta de Extensão da Unidade Universitária da UEG – Formosa
MUNICÍPIO - UF
Formosa - GO
CATEGORIA
DESCRIÇÃO
O Projeto Professor Educador consiste num grupo de atividades que são realizadas com propósito de capacitar acadêmicos da UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS, professores, da UEG e da rede pública, municipal e estadual, pessoas da comunidade, acadêmicos de outras instituições para colocá-los frente a um trabalho que promova a prevenção ao uso de drogas e da violência gerada pelo uso e tráfico de entorpecentes nas escolas, COMO PROTEÇÃO À CRIANÇAS E ADOLESCENTES, TENDO COMO BASE A EDUCAÇÃO. Essas atividades se dividem em três partes, sendo a primeira um curso de 300 horas que é ministrado pela Polícia Civil do Estado de Goiás e pessoas de vários segmentos da sociedade e a segunda é um ciclo de 12 seminários que versam sobre os temas. A terceira parte são intervenções que as pessoas INTEGRANTES DO PROJETO fazem nas escolas, sempre visando a prevenção às drogas e à violência, assim como a melhoria do ensino do tema transversal saúde e proteção à criança e ao jovem.
DESCRIÇÃO DE ENVOLVIMENTO
O envolvimento das crianças acontece através de seus professores, de suas escolas que integram o projeto e através de oficinas como o tema, que são trabalhadas pelos acadêmicos do Curso de Pedagogia, que acompanham os professores em suas práticas relacionadas ao combate ao uso de drogas e prevenção da violência na escola. Também ocorre a vinda de grupos de adolescentes para a UEG de Formosa, para participação em atividades e palestras ministradas pela Polícia Civil, trabalho esse monitorado pelo Curso de Pedagogia.
DESCRIÇÃO DE INTEGRAÇÃO
Em razão da violência causada pelo uso indevido de drogas ser uma grave doença social o professor deve ser um profissional com capacidade para lidar com ela, no entanto, as universidades não contemplam seus currículos com tal formação. Assim é que esse projeto tem a função de prevenir essa doença e na impossibilidade disso, tratar esse mal que assola não apenas o Brasil, mas o mundo, através de um trabalho desenvolvido com o acadêmico, que será o professor atuante em sala de aula. Ao trabalhar diretamente com o acadêmico, com as escolas públicas, alunos e professores e também com professores da UEG, o projeto conscientiza a todos do que é a violência, como tratá-la, como tratar a pessoa que, infelizmente faz uso de drogas e que poderá levar a violência para o meio educacional. Combater a violência é um processo dispendioso para o Estado, porém necessário e previsto em lei. Tanto é assim que o governo federal instituiu a POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS, através do Conselho Nacional Antidrogas e Secretaria Nacional Antidrogas. Assim, a UEG de Formosa se antecipa e cumpre, ao desenvolver esse projeto, o que é estabelecido na POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS, que estabelece como responsabilidade da federação, dos estados e municípios agruparem-se para dar combate a esse grave problema que minimiza forças e acarreta problemas muito sérios, como a violência, dentro do ambiente que devia promover educação e formação do ser humano, em termos de cidadania. Na verdade, o jovem que chega à escola trazendo uma carga problemática, constantemente grita por socorro de maneira inaudível, muitas vezes são crianças ou adolescentes extremamente extrovertidos que acabam por tumultuar salas de aula, outros extremamente introvertidos portadores de uma melancolia exagerada, outros são jovens normais com comportamentos normais vindos de famílias aparentemente estruturadas, mas em todos os casos, geralmente existem educandos que pedem socorro e, se não são ouvidos em casa, não são ouvidos na escola, são então, ouvidos pela criminalidade. O criminoso converte este jovem em um parceiro de crime, seja para o consumo de drogas ou para o tráfico, que são os meios mais freqüentes que os levam às praticas delitivas, pois a partir das drogas começa a prática de outros delitos como furtos e roubos, podendo chegar a seqüestros e homicídios. Resgatar a ética e moral dos jovens é necessário, antes que a criminalidade mostre seus braços acolhedores, e para isso, o melhor caminho é a prevenção, mostrando os malefícios causados pelo uso indevido de drogas tanto lícitas quanto ilícitas e suas conseqüências para a sociedade como um todo. O melhor meio de desenvolver a prevenção na escola é capacitar o professor, que é o profissional que convive com o jovem no dia a dia.
DESCRIÇÃO DE RESULTADOS
O professor, peça chave na construção da educação, está indo para a escola cada vez menos preparado para lidar com essa situação de extrema violência. Com o crescimento da violência fora e dentro das instituições de ensino, o acadêmico fica à mercê de todo e qualquer problema, sem saber como solucioná-lo. A idéia, então, é promover um curso e outras atividades que mostrem ao acadêmico, futuro professor, como agir em situações de risco, que envolvam jovens ou crianças nas escolas, e principalmente, aprender a reconhecer quando um aluno estiver pedindo socorro de maneira silenciosa, saber como acolher o aluno, abrindo um canal de comunicação com o mesmo, evitando assim, que esse canal seja aberto de maneira indevida por meios ilícitos. Capacitados, os acadêmicos terão maiores iniciativas e estarão preservando a ordem, garantindo o bem estar da coletividade. O que esse projeto visa então é capacitar o acadêmico com temas não contemplados na UNIVERSIDADE, MAS QUE SERÁ DE INESTIMÁVEL AJUDA, QUANDO ELE SE TORNAR PROFESSOR. Essas considerações são feitas com relação ao acadêmico. Devemos considerar também o lado oposto do público alvo, ou seja, os alunos da escola campo, eles também serão capacitados, uma vez que receberão palestras e cursos que abordarão o tema drogas e os malefícios para o ser humano, além de outras atividades que terão a função de conscientizar sobre esse grave problema social que é o uso de drogas. Desta forma, a sociedade acaba ganhando, recebendo programas e projetos de Governo e da universidade, que são de salutar importância para a mesma. Ao mesmo tempo, a história e atuação da Polícia Civil e suas práticas como polícia comunitária se tornam mais conhecidas e valorizadas e para a UEG a educação será intensificada com a agregação de valores extracurriculares gerados dentro e fora dos seus muros. Assim, espera-se alcançar: • A montagem de dois grupos dentro do projeto, um com os cursistas, composto por alunos dos cursos da UEG e outro com pessoas da comunidade, composto por professores da rede pública estadual e municipal, pessoas provenientes da comunidade, do judiciário e ministério público. • O primeiro grupo, de cursistas, será composto por 240 pessoas, sendo 120 alunos de 3º ano e 120 do 4º Ano. • O segundo grupo, que será composto pela comunidade terá um número de 354 pessoas, de acordo com as necessidades dos monitores para as aulas. • Outro resultado que se espera alcançar é que os cursistas consigam terminar o curso com 90% de participação e 9% de aproveitamento. • Outro resultado que se busca é que 90% das atividades propostas sejam desenvolvidas nas escolas, para que a conscientização sobre o perigo do uso de drogas seja efetivo. • Também se espera alcançar que pelo menos 30% dos alunos das escolas públicas usuários de drogas tenham se afastado do vício. O desenvolvimento dessas atividades extensionistas, do projeto, prevêem a execução de um trabalho que, em vários aspectos, reverterão benefícios para a sociedade, para os acadêmicos e estudantes do ensino médio, professores da rede pública e demais pessoas que integram os trabalhos, sem contar o resultado final, que acarretará benefícios diretos para o acadêmico da UEG que realizará no seu estágio através de uma prática pedagógica diferente, fato que o tornará mais capaz para discutir os rumos da educação, a fim de transformá-la. Também o aluno do Ensino Médio será beneficiado, pois participará de aulas que o atrairão para a escola, em razão de seu teor social e, uma vez mais integrado à educação, ele acabará motivado para prosseguir em seus estudos, após o término do ensino médio. Assim sendo, espera-se alcançar o resultado relacionado ao acadêmico, que terá um estágio efetivo e menos desgastante e espera-se alcançar o resultado com relação ao jovem do ensino médio, que deverá integrar-se mais à escola e motivar-se para continuar estudando e até mesmo ingressar numa universidade. Em números os resultados deverão abranger cerca de 700 pessoas, de forma direta e 3000 alunos de forma indireta.
JUSTIFICATIVA
Falar de prevenção e combate ao uso de drogas é uma tarefa bastante difícil, principalmente para pessoas que não dominam o tema e pouco sabem a respeito desse mal social, que corrói as bases, que é a juventude em idade escolar, que deveria estar sendo formado, como ser humano, em sua totalidade e, ao invés, estão à mercê de uma violência, que não raro os levam a morte, pelos mais variados motivos. O que se sabe é que essa técnica acarreta o resultado inverso no jovem. Estando ele num período em que questiona a sociedade e seus valores, a técnica da atemorização faz com que o adolescente use a droga, simplesmente para exercer o direito de se contrapor ao mundo que dita regras para ele. Assim sendo, a Pedagogia da atemorização e abordagem severa de aspectos morais e religiosos não são a melhor forma de dissuadir o usuário de experimentar drogas, ao contrário, fará com que ele seja incentivado para usa-las. É necessária a atualização constante dos educadores, que devem atuar sistematicamente e diariamente com seus alunos sobre este tema transversal da nova LDB. No adolescente, se faz necessário considerar a característica da curiosidade e o fascínio por situação de perigo, por isso, as informações científicas devem ser acompanhadas de reflexão e questionamentos, em relação à vida, à saúde como valores positivos da vida. Portanto, um professor que atue em sala de aula deve estar preparado para falar sobre drogas e de desenvolver atividades que formem um consciência. Quando se fala dos efeitos negativos das drogas, deve-se enfocar mais os problemas em curto prazo, pois o adolescente não está preocupado com seu futuro distante. Deve-se ter a compreensão de que a prevenção deve ser feita considerando a totalidade do contexto onde as pessoas estão inseridas, pois somente com a visão mais ampla pode se compreender a dimensão das relações do problema da drogadição. Todo esse trabalho de prevenção ao uso de drogas, de combate à violência e proteção, principalmente à criança, deve ser constante, ininterrupto e quanto maior for o seu alcance, mais estará perto do adolescente, do jovem e mais facilmente será feita a conscientização e a educação para bons hábitos, para aquisição de valores que garantam a harmonia da convivência em sociedade. A participação em eventos dessa natureza, dá notoriedade ao projeto e ao Programa Escola Sem Drogas, desenvolvido pela Polícia Civil do Estado de Goiás e que é nosso parceiro na UEG e a notoriedade aproxima o projeto da sociedade, que se predispõe a ouvir as vozes que buscam o bem estar da infância e da juventude, auxiliando-nos nessa tarefa árdua de combater a droga, o traficante e a violência.
EXTRAS
O público atendido no projeto divide-se em duas partes, sendo uma direta e outra indireta: A. Público atendido de forma direta: 1. Acadêmicos dos 3º e 4º anos de todos os cursos da UEG. Os acadêmicos atendidos no projeto realizam nele uma atividade de Orientação de Estágio Supervisionado. É uma atividade obrigatória para todos os alunos, por fazer parte do estágio dos acadêmicos. A participação dos acadêmicos de Letras, Geografia, Pedagogia, História, Química e Matemática no projeto tornou-se obrigatória em 2009, pois coordenadores de estágio e de curso, professores, direção, coordenação pedagógica e coordenação do projeto consideraram imprescindível que todos esses estagiários realizassem as atividades do projeto, porque isso os tornaria mais aptos a trabalhar na escola no combate ao uso de drogas e de violência por ela gerada. Assim, os acadêmicos ingressam automaticamente no projeto quando passam para o 3º e o 4º ano. Os acadêmicos participantes são em número de 240 aproximadamente. 2. O segundo público atendido é formado por professores das escolas municipais e estaduais de Formosa. Esses docentes lidam com a escola pública, na maioria das vezes localizada em bairros de periferia, onde a carência é muito grande, composta por crianças menos providas e onde a venda, o consumo e os problemas acarretados por esses fatos são muito comuns. Assim, a UEG de Formosa pretende trabalhar com 150 desses profissionais, que atuam na educação infantil, Ensino Fundamental e Ensino médio, para que eles saibam como proceder se acaso vierem a se defrontar com a violência decorrente das drogas. 3. Profissionais que trabalham para o ministério público – CASE (CENTRO DE ATENDIMENTO SÓCIO EDUCATIVO). Esse tipo de público alvo é imprescindível por se tratar de profissionais que não possuem capacitação em Educação que é voltada para adolescentes que vivem em situação de risco ou menores infratores E QUE TRABALHAM NO CENTRO, apesar da falta de conhecimento. Abrem-se, para esses profissionais, 50 vagas. 4. Profissionais que trabalham no judiciário. Esse profissional é o que trabalha junto à promotoria e juizado, mas que desconhecem as questões que envolvem drogas, tipo de drogas, efeito sobre o corpo e mente e a violência causada pelo tráfico e consumo. São 20 vagas para funcionários do Fórum. 5. Pessoas de outras instituições e comunidade. Formosa possui muitas instituições de ensino superior, além da UEG. No ano de 2009 muitas pessoas dessas instituições procuraram a UEG e aderiram o projeto. Além desses acadêmicos também as pessoas da comunidade poderão ingressar no projeto. Para esse público abriram-se 100 vagas. 6. Professores e funcionários da UEG. Os professores são, na maioria os que trabalham a disciplina Estágio e que formam o número de 34, na UnU Formosa. Muitos deles compõem a equipe diretamente e outros apenas atuam nas atividades, compondo o público alvo. Os funcionários são os técnicos - administrativos e pessoal da limpeza. São 50 vagas para professores e funcionários. Total de participações diretas – 610 pessoas. B. Público atendido de forma indireta: ALUNOS DE ESCOLAS MUNICIPAIS E ESTADUAIS – CRIANÇAS, ADOLESCENTES E JOVES, COM IDADE ENTRE 06 E 17 ANOS. Total geral – 2.260 pessoas aproximadamente.